Potato sings the Blues


E, após uns meses passados a descascar ervilhar e a debulhar feijões, decidi voltar.
Na verdade, este regresso é ligeiramente interesseiro!
Estava a minha pessoa no banho a cantar os seus blues e a maldizer a sua vida, quando começa a pensar que a melhor forma de desabafar seria mesmo vir ao blog. Vinha aqui ao meu desabafadouro, contava coisas que não interessam a mais ninguém a não ser a mim mesma e vinha de cá feliz, com aquela sensação que a Lili Caneças tem quando tira os 3 Kg de maquilhagem, ou quando o Bio Danone faz finalmente efeito no trânsito intestinal da Júlia Pinheiro.
Obviamente que esse drama todo ficou num rascunho improvisado nalgum recôndito canto da minha obstruída mente.
Se há coisa que não suporto são queixumes da vida e dramas hollywoodescos sem fim. E já me deixei de dar com pessoas por serem assim. Já me basta os meus podres.
Decidi, então, que vou ter que me habituar a olhar para o espelho e ver aquelas duas manchas negras debaixo dos olhos que me dão um ar doente. Vou ter que me habituar a ignorá-las e a observar, antes, o verde que me olha do outro lado. E vou ter que deixar de sentir pena de mim própria por ter que estudar tanto. Há quem queira e não possa.
Pode ser que um dia tenha tudo o que quero e que afinal é tão pouco (e não precisa de Engenharia nenhuma para ser concretizado). Porque o meu sonho e plano ideal de vida é a coisa mais despretensiosa de sempre. E um dia, quando já tiver errado tanto que já não dá para o caminho ficar mais torto, talvez o fim do caminho encontre o início. Pode ser que aí já não tenha nenhuma venda e encontre a praia.
(E, quem sabe, se ainda não sou velha demais para me pôr em cima de uma prancha de surf!)


Batatinhas*

P.S: Pode ser que me torne mais assídua - às vezes o bichinho volta :)

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Words don’t come easily

A minha pachacha caiu dentro da sanita. E não o fez com glamour.

(Tentando) Crescer e aprender.