Banda da Horta

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Well...

Ontem à noite escrevi um sms.
Escrevi um sms para enviar à meia-noite.
Para enviar a uma Aboborinha, à meia-noite.
Guardei nos rascunhos. Telemóvel: Agenda-» 4 de Novembro, alarme com som, 00h00m
Lapso: telemóvel no silêncio.
Mas eu não sabia.
Chonei descansada.
Vejo os teus anos, eu a dar-te a prenda e de repente faço uma cara de filme de terror... O resto a afastar-se e a ficar preto e eu a aproximar-me cada vez mais...aproximar-me de mim?( Baaah vórtex espacio-temporal all over again)
Acordo.
Não mandei mensagem.
Pego no telemóvel e envio.
Olho para o relógio: 5h26m.
Well, mais vale tarde do que nunca!
E enviei. E hoje não te cheguei a contar isto.
É uma boa história, que fiz questão de por em parágrafos para ser irritante.

Batatinhaaaaaaaaaaaaaaaaas (:

P.S: Happy Birthday, Sweet Little Pumpkin^^

sábado, 24 de Outubro de 2009

God knows why...

Hoje, vá-se lá saber a razão, o porquê, a justificação e muitos outros sinónimos que eu possa arranjar, sinto-me assim:



Tenho imenso sono. Não dou uma para a caixa. O cérebro está encrencado e estou a fazer um esforço do caneco para escrever isto. Não flui. Sim, as Batatas precisam do seu sono de beleza.
E, no meu caso, precisam ainda de lavar os dentes e do xixi e do creme Nivea.

A cama parece-me um Oásis no meio do mais árido deserto. Quase adormeço a imaginar a cama e o conforto dela. É bueee engraçado. Acontece-me imensas vezes quase adormecer, enquanto imagino que estou confortável.

Vou pedir ao Jason que se cale com as músicas calminhas que lhe mandei cantar, que amanhã é bombar com The Kooks e Pilinhas e Pipis da Biologia, ou então com Combinatória da Matemática. I'll figure it out.

Batatinhaaas (:

P.S: Amanhã, quando vier ler isto, vou-me stressar. Está tudo desconexo, com um vocabulário nojento. Está um texto tão não-batatóide, mas chama-se bebedeira de sono.

Oh naaaaaaaaaaaaaaaaaaaão! Mr. Curiosity :'). Bolas, lá vai ter que ficar o pc ligado mais 3:55 minutos. E depois vem Song For a Friend! GOD! isto é pior que a tortura que estão a fazer ao Manuel Zelaya lá na Embaixada das Honduras, no Brasil. Quero dormir!!! Mas também quero ouvir.. que DRAMA! Song For a Friend -oito minutos e dez segundos --'

Adeus*

sábado, 17 de Outubro de 2009

Tempos mortos de Psicologia B, dão nisto

Sem Nome (Ainda)

Encontro a noite no dia.
Enquanto o sol brilha
E o frio me arrepia.

Está escuro e é suja
A Escuridão e vê-la
Assusta. "Que eu fuja!"

Antes que caia.
Antes que morra e não haja chão.

Antes que o frio me envolva.
Esse frio da escuridão.

(em 16 de Outubro de 2009, enquanto se discutia a viabilidade da inserção de deficientes profundos em turmas normais. - uau! até que soou bem.)

De nada vale dizer isto, até porque não tem qualquer interesse, mas estou cheia que nem uma baleia. Olho-me de cima e consigo imaginar doce colado à minha cara, às minhas mãos e a minha roupa cheia de chantilly. Olho ao espelho e estou enfadonhamente imaculada.
E o porquê desta sensação? O meu primo fez cinco anos e a festa dele estava povoada de gente pequenina (sim, mais pequenina que eu *.*), que enfardava gomas às escondidas dos pais (coitadinho do piqueno. Foi-se esconder atrás de mim, a abrir pacotes e pacotes de gomas, sem os pais verem. Que boa acção que eu fiz, uh? Só espero que ele não seja protagonista do próximo episódio do "Cárie-Ataca". Iria sentir-me deveras culpada...) e que deixava cair as tijelas de doce pelo chão do jardim, que era rápida e eficazmente limpo pelo cão.
Ora, eu gosto dos pequeninos. Talvez porque a nível de mentalidade, estou ao nível deles... (fiu*, fiu*).´
Encontrei o meu primo, já no fim da festa, quando todos tinham ido embora, no quarto dele a viciar na sua nova Playstation portátil. E a jogar o quê? O FANTÁSTICO JOGO DO WALL-E!! E o bolo dos anos era do quê? DO WALL-E! E os lençóis da cama? WALL-E! E a camisola que ele tinha vestida??

(dos Transformers vv.)

Bem, continuando...
Adoro saber o que os miúdos daquela idade querem ser quando forem grandes e, vai daí que...

- João, o que queres ser quando fores grande?
- Quero ser duas coisas: Criador de robôts e arranjador de robôts, também.
- Ai é? Porquê?
- Porque eu adoro o Wall- E. E o Wall-E é a minha coisa preferida e nunca na minha vida me vou esquecer do Wall-E.
- Tão, mas ó João, tu já não gostas dos Carros?
- Não! O "Carros" é para os pequeninos. Eu já sou muito grande e por isso agora gosto do Wall-E. Já não gosto mesmo nada do Faísca McQueen.


:| 'Tá bem. O que uma pessoa aprende.

Well, a precisar de uma boa noite de sono, me despeço.

Batatinhaaas (:

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

It is quite funny

Tenho um costume engraçado.
Gosto de me sentar no chão, ao lado da janela, escondida pela cortina. Muitas das vezes, chegam a casa, aqui no Subsolo City, e perguntam por mim, passam pelo meu quarto e não me veêm. Nunca me apetece responder, embora acabe, eventualmente, por fazê-lo. Talvez porque quando me sento ali, ou é de dia e estou a ler, ou é de dia e estou a ver o jardim para onde dá a minha janela (tudo iluminado artificialmente, claro. Isto no Subsolo é só tecnologia de ponta) ou é de noite e simplesmente estou a coscuvilhar. Estou a infiltrar-me nas vidas alheias e a imaginar o que cada um é, a sua profissão, os seus dramas pessoais, as suas fraquezas... Era precisamente isso que estava a fazer há uns segundos atrás.


A persiana está a meio. A noite está inquietantemente amena, especialmente para Outubro. Sinto o cabelo molhado na t-shirt do pijama e as pernas nuas cruzam-se. Encosto o joelho e a cabeça à janela. A música lamechas, previamente escolhida, toca no computador - este em que agora escrevo- e o pensamento voa. Penso nos meus medos - naquilo que mais me atormenta, que são os "ses" - terríveis inimigos, isso vos digo. São o reflexo de muitas ansiedades.
Deixo-me disso. A música pode ser lamechas, o quarto pode estar escuro e posso estar sentada no chão, junto à janela com a cabeça encostada ao vidro, mas estou bem-disposta. Melancolia não é sinónimo de tristeza, pelo menos no meu dicionário (Grande Dicionário para Tubérculos - eu sabia que não conheciam vv.). Então observo.


Uma senhorita anda com passinhos minúsculos e rápidos. Quase ridículamente. Se andasse com os pés ligeiramente para o lado, parecer-me-ía um pinguim. Vejo melhor e "Ah... é uma pena!" - pés direitinhos. Começo inevitavelmente a imaginar quem possa ser e a sua história, e estava a começar a ficar interessante e... "Oh --' é a minha vizinha do rés-do-chão". Bolas. Não foi desta.


Uma rapariga vem debaixo do meu quarto com um saco. Vai ao caixote do lixo. Abre e coloca o saco. Simultaneamente, um senhor de meia-idade vem de outra direcção, pelo passeio, passando pelo caixote do lixo. Quase a chegar lá, dá meia-volta. A tampa fecha. A rapariga esfrega os dedos. Ah! É engraçado como todos fazemos isso - aquela resina e líquidos repugnantes do lixo, acabam sempre por nos tocar. O senhor vira, outra vez em direcção ao caixote. Observo expectante. Será que vai tentar algo com a rapariga?
Ao que parece tivemos o mesmo pensamento. Ela olha por cima do ombro,inquieta, à medida que vai regressando a casa. A penumbra da árvore que envolvia o homem, começa a dissipar-se, enquanto elese vai dirigindo para a luz. Rio-me. É meu vizinho. O marido da minha vizinha. Provavelmente aquela meia-volta foi para ver se a via. Talvez se tivessem desencontrado... É um senhor de família. Um vizinho simpático.


Da direcção da porta do meu prédio vejo um casal. São os vizinhos da porta ao lado. Parece que estou sem sorte com os transeuntes - não posso imaginar as vidas, porque as sei. Enfadonho. Íam, quase de certeza, buscar as miúdas ao basquet. Enquanto se dirigiam para o carro, cruza-se um senhor com eles. Era a minha última hipótese. Ainda está longe, mas depressa percebo que vai ao caixote do lixo. Olho para ele. É o marido da minha antiga empregada.


Por favor, preciso de uma moral da história.
1) O caixote do lixo é um ponto de encontro
2) O caixote do lixo proporciona-nos boas histórias.
3) O Mundo é Pequeno.
4) Hoje não foi um bom dia para imaginar.


E, já que estamos numa de partilhar, a música (linda) que estão a ouvir é a tal lamechas ^^


Batatinhas (:

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Nós Por Cá -VERÍDICO!!

Estava eu a sair da aula de Biologia, quando me põem o braço por cima dos ombros e me dizem: "Batata, ontem disse-te no msn que tinhas que escrever no blog, mas já tinha saído. Por isso, te pergunto aqui: Quando chegares a casa, o que vais fazer?" (discurso muito adulterado, mas é por aí...)
Pensei. Respondi:
"Chichi." - é certo como precisar de respirar para viver. Mesmo que não haja água no sistema, Batata precisa de mictar quando chega a casa. Mas este não é o point deste post (que não era para escrever. Ah pois, little Pumpkin!)



Escreveria um post quando tivesse paciência, porque pouco ocorre de interessante nesta minha vida tuberculenta (porque tuberculosa soaria extremamente mal). Porém, num passo de mágica, eis que surge de uma câmera televisiva, uma das melhores histórias insólitas e verídicas que provavelmente me acontecerão na vida.


Tudo começou (há um tempo atrais, ná ilhá do Sóou. Distchino tchi mandou dji volta para o meu cais, YEAHHH!... Já passou, prometo. Vai-te embora, ó Netinho!) à saída das aulas, às 11:30 (sim, porque 12ºano tem furos fashions - que bem que sabe dizer isto :D), quando vejo um aglomerado de pessoas e penso (ou melhor, o Rafa pensa): Porrada, fixe! Vou ver.



Mas afinal era só a SIC a entrevistar uns miúdos, ao que parece sobre a, tão "não-falada" e tão não-notícia-dos-(tele)jornais, GRIPE A. Muito menos interessante que porrada, portanto.


"Vamos embora...". E ali vão eles, de volta a casa, quando Batata pelo canto do olho vê um carro estacionado em segunda fila, em frente à escola. O instinto fa-los dar aqueles tão cinematográficos passos atrás, e vêem, parado o carro do "Nós Por Cá"...

...de janelas abertas.


Olha para um lado, olha para o outro. A comunicação verbal não é precisa. Ambos sabemos que o que quermos dizer é: "Vamos fazer porcaria!"
O "Dá cá um caderno, depressa!" foi dito ao mesmo tempo que o "Toma uma folha, depressa!" - Rafa tira o caderno da mochila e uma caneta esferográfica preta (facto relevante).
"Escreve!"; "O quê?"

"Querida Sic,
Obrigado por ter vindo à nossa escola. Fez de nós pessoas mais felizes. Queríamos pedir que, aquando da emissão do Nós Por Cá, mandassem um beijinho ao Rafa e à Maria.
Beijocas grandes à Conceição Lino.
TEL: 91N NNN NNN (o meu número). Enviem uma mensagem de Parabéns ao Rafa, por favor,
Beijinhos e Obrigada!

(e em letras garrafais, cobrindo o resto da folha A5, na diagonal)
OBRIGADA SIC!"

Com um rasgo de adrenalina a percorrer-nos as veias, passámos distraidamente junto ao carro e a Batata, rebelde, deposita o papel no veículo. Que sensação!

Mas se fosse só por isto, não teria vindo cá escrever! Qual quê?

Aulas à tarde. Biologia.

Saí às 18:30 (eu sei... mas é a única desvantagem - ter um dia a sair as 18:30). Perto das 19, o telemóvel indica-me que recebi um sms.

"Parabéns para o menino Rafa da equipa do programa Nos Por Ca, da SIC."

Olhei durante 2 segundos para a mensagem. Pestanejei. Morri a rir.
Reacção:

BRUTAL!!!
(reencaminhei a mensagem para o Rafa. Cheguei a casa com uma história para contar. E estou feliz!
Queridos netos, já não viverão na escuridão! E já que estou numa de netos...

"Oh Miiiiila, Mil e uma noites de amor com você..."  Não...? ...?  Ta.


Batatíssimaaaaas (:

P.S: Parabéns Rafa e Joana! Que isto de ter dois melhores amigos que fazem anos no mesmo dia e que não são irmãos, é obra! Felicidades! Nutro kel amor di guetto por vocês! (hi5! ... estou cada vez mais deprimente. Eu sei.)

P.P.S (obrigada Pumpkin :P): Parece que a promessa de não-textos gigantes terá que ficar para o próximo post!

quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Descongelando Batatais

Não. Não cortei os pulsos e fiquei por aí num canto a esvair-me em sangue.

ew... demasiado gráfica, já sei, mas com o último post que fiz, todo melodramático e com esta nova moda de ser EMO e de querer morrer, nunca é demais avisar: ESTOU VIVAAAA! (YEY!...right--')

O que se passou foi (tambores): ESCOLA!
Já tinha tantas saudades daquele edificiozinho com mais de vinte anos, com tinta a descascar-se e casas de banho fãs dos Tokyo Hotel! Tinha saudades daquele Poeta em azulejo, que está à entrada da escola, cujos azulejos da lapela do casaco estão trocados. Ai! Que saudades dos pavilhões frios no Inverno e quentes no Verão...

Aaaah! Mas se antes era bom, agora AINDA vai ser melhor!
É encharcanço total em soluções alcoólicas desinfectantes! Ma-ra-vi-lha! À entrada, nas salas de aula, até no pavilhão desportivo! E mais! Agora ATÉ HÁ papel nas casas-de-banho (seja papel higiénico, seja papel para limpar as mãos! Ah pois! A vossa escola não é assim!) e sabão! Azul e branco, mas não interessa! É sabão na mesma!
É uma escola 3G!

Tenho que vos confessar, caros leitores:
Esta Batata que aqui tendes anda toda inchada por ser de 12ºAno. Embora só ela e os colegas de turma saibam que é de 12ºAno (e os que sabem são os que estão ao pé dela, visto que, de longe, vê-se um lugar vazio na carteira. Ah! Quem vai apanhar o lápis ao chão, também é capaz de ver qualquer coisa, tipo uns pés a baloiçar no ar alegremente...) É tão giro sentir-me GRANDE! (repare-se na utilização do verbo "sentir" e não "ser"... Isso já era muita fruta.)

Mas as Aulas não são o único motivo da minha estúpida ausência. A verdade é que o meu computador pifou (e desculpem o termo altamente científico), o que me faz ter que ir para o computador que tem umas colunas reais com boa qualidade de som, um ecrã com boa imagem e um teclado que não come letras. Portanto, um computador muito propício para ver séries online... Eu sei, que infelicidade...

É por estas e por outras que o blog fica para segundo... ou terceiro... plano.

No entanto, tenho uma nova resolução para este novo ano lectivo:

Não escrever textos extensos no blog. É uma verdadeira seca lê-los depois.

Portanto, despeço-me aqui, roendo as unhas e suando compulsivamente por querer escrever mais, por ter tanto a dizer e de não poder, devido a este entrave psicológico.

Well, Batatinhas! (:

P.S: Como é que se põe o blogger a deixar-me escrever com cores gays e justificar o texto (a dizer os porquês... Never mind)? Ajuda, por favor, que estou numa crise informática há demasiado tempo.

---"---
P.S.S: YEY! Descobri!

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Rewind

Lá à frente, a conversa de vidas adultas, sobrepunha-se à música que tocava limpidamente na rádio. (*suspiro* eu sei, teria um efeito mais dramático se tocasse roufenhamente, mas estou a descrever um facto...)
Cá atrás eu não ouvia. Tinha o volume do meu mp3 no máximo, e fazia de tudo para não ouvir o que se passava fora da caixinha em que me enfiara.

"Ora bolas... Quanto tempo irá demorar desta vez?" A música entrava, invasora, directamente para a minha cabeça, compilando imagens sucessivas e saíndo pelos olhos, à boleia de uma água impregnada de Cloreto de Sódio.

"Não fungues muito alto", pensei para mim. "Vai passar quando decidires parar de por a música no «repeat»!". Os últimos acordes soam e um dedo move-se instantaneamente. "Que grande borrega! Queres inundar o carro?!"
Mais uns três minutos de auto-comiseração e lá deixei o resto das músicas terem a sua oportunidade.

Só me restava revirar os olhos e, certamente lavá-los com água salgada, e esperar que passasse, mais uma vez. É triste verificar quão rotineiro se tornou. Até já faço disto um encolher de ombros, um revirar de olhos, uns braços cruzados e um olhar para o relógio de: "vamos lá ver quanto é que demora desta vez...". Sou patética.
Mas culpo as hormonas; até porque no momento a seguir, a minha atitude era de no pasó nada .

É estranho como problemas dos outros nos avivam a memória... Põs tudo a mexer outra vez, mas foi apenas por breves instantes. Foi apenas um troço da viagem da noite de sexta. A meio já tinha passado e hoje já esqueci.

Afinal, a parte grelada da Batata é aquela que se corta! ;)

Batatinhas (: