Desafio: Continuar em frente, sem me perder de Mim
1925 dias.
275 semanas (+ 0 dias)
ou 5 anos, 3 meses e 8 dias.
O tempo que separa a última vez que escrevi na Lógica da Batata e o dia de hoje.
Na última entrada, escrevi acerca da pandemia e em como nos tinha feito repensar várias coisas da nossa vida.
Mas escrevi antes de ter ido ao Brasil uma outra vez, antes de ter feito a viagem (literal) mais bela e aventureira da minha vida, e escrevi também antes de ter iniciado a viagem (figurativa) mais bela e aventureira da minha vida.
Essa viagem que me fez perder de mim, e me fez encontrar uma nova versão. E outra. E outra.
Essa viagem que me leva a reencontrar-me tantas vezes quantas necessárias, e que tantas vezes me faz mergulhar bem fundo dentro de mim, deparando-me com demónios e figuras dantescas que me relembram que todos temos o nosso lado sombra.
Essa viagem que todos os dias me mostra como o nosso coração se expande para além de qualquer borda, e que é capaz de amar tão intensamente e de forma tão alargada e inteira que nunca haverão palavras suficientes que o consigam explicar. Esse Amor que é Música, uns dias clássica, outros dias heavy metal, mas sempre melódica, sempre harmónica, sempre mágica.
2026 está a ser o ano mais desafiante da minha vida. Trouxe-me dor como nenhum outro, mas também me mostrou todos os motivos para dessa dor sair. E foi o ano que me levou a perguntar: Onde está o caminho de regresso a mim mesma?
Li alguns posts antigos deste blog e ri-me. Senti saudades da ingenuidade, da felicidade sem mácula, e perguntei-me se ainda saberia fazer isto. Escrever sem perguntar ao chatGPT como se faz.
Percebi, então, que preciso deste canto para me reencontrar, preciso da disciplina para me lembrar que a Maria Batata que deu início a esta Horta (que já ninguém lê) ainda existe algures enterrada. E que talvez não seja assim tão difícil encontrar a enxada para a fazer resurgir.
Sinto que, neste momento de descoberta, o importante é não parar de tentar. É calar algumas vozes internas que me dizem que não vale a pena, ou que não é bom o suficiente. E fazer as perguntas: Quais são os meus sonhos? O que me move realmente? Como posso avançar?
E é engraçado que há perguntas que, passem os anos que passarem, têm sempre a mesma resposta.
Estou cansada e, por hoje, fico por aqui. Temos encontro marcado para a semana.
Batatinhas
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