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WARNING: Grab a tissue, honey.

Acabar os exames é um pouco como sair de uma toca depois de longos meses de hibernação. Não sei bem o que acontece com os ursos, mas eu acabo sempre com um pouco mais de pêlo e um pouco menos de peso.  Sair à rua dói fisicamente.  Os olhos estão demasiado habituados à suja escuridão do antro em que nos vemos enfiados durante um mês que nunca acaba (e nem é daqueles que tem 31 dias), e a luz do dia de Verão penetra na retina, diminuindo dolorosamente a menina dos nossos olhos, até já não poder mais.  E a voz? O mês monossilábico deixa-nos as cordas vocais roucas - sujas do pouco uso - e o vocabulário limitado. A mente já não divaga pelos caminhos normais. Muito pelo contrário. Fica presa num loop infinito, resolvendo o mesmo problema, vezes sem conta, a noite inteira. É um estado consciente dentro do nosso inconsciente - confuso, algo ébrio, e certamente exaustivo. E quando tudo acaba, vem o "e agora?". Como dar sentido à vida, agora que já não temos pilhas de l...

O Diário da Enxaqueca e a máquina da vizinha

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Nunca tinha tido uma enxaqueca. Vi a minha mãe ter, quase semanalmente, desde que me lembro de ser Batata. Ora bem, como é de experiências que se vive a vida, aqui estou eu, um tubérculo murcho, a comunicar através de uma venda de analgésicos que mascara o que realmente se passa dentro desta cabeça subterrânea. Desde serpentes de diamantes que teimavam em não deixar o lado esquerdo da minha janela de visão, ao arroxar na cama duas horas a seguir ao almoço ( Sim, tudo isto foi parte de um plano maléfico posto em acção, para poder dormir a sesta.) , o meu sábado foi passado de olhos semicerrados.  Acho que já posso pôr um visto na minha folha de experiências a ter, nesta vida. Está meeesmo entre ir à Nova Zelândia e fazer crowdsurfing. Mas agora que já está, já não quero brincar mais a isto - parecendo que não, é desconfortável. Passando agora ao segundo tema desta tão inspirada crónica (crónica espero eu que não seja a dor), às vezes acho que estou a ser observada. E é p...

Bolhas, cicatrizes e Feijoadas

ATENÇÃO: O conteúdo deste post pode ser de natureza canibalesca. (omitindo o efeito desagradável que o título poderá provocar no estômago do leitor.) "E comi tanta batata frita que amanhã VOU MESMO CORRER!" (eu avisei!) E o amanhã chegou, e correr que é bonito não aconteceu. Isto porque há uma certa cicatriz com devaneios videntes, cuja tendência para adivinhar mudanças de temperatura, é elevada... e dolorosa. O Pai Batato adquiriu-a aqui há uns bons anos numa aparatosa queda, enquanto punha as suas skills Ronaldescas à prova. Até agora, tem sido um bom instrumento meteorológico, cuja patente é há muito solicitada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera. E perguntam vocês: Porque é que isso te impediu de ir correr, Batata? A resposta, retirando todas as hesitações e maneirismos de quem não tem, na verdade, uma grande desculpa, é que correr sem companhia é, para além de infinitas vezes mais doloroso, mais cansativo e... bom... chato! Para além disso, teria...

Drumroll, Please!

Nope. Apenas mudei a fronha do blog, passado um ano e pouco. P.S: Já é um começo. A letargia literária a que fiquei submetida demora a ir embora.

Confissões de uma friorenta irremediável

Não sei se hei-de culpar a chegada do Inverno ou o fim do Verão. Sinceramente não sei o que é que me faz abrir um site de surf e ligar a webcam para a praia só para poder ver o mar. Não sei o que me impeliu, mas fui presenteada por um lindo e ofuscante pôr-do-sol na Costa da Caparica, enquanto por aqui chovia a potes. Só sinto falta dos meses de Verão, da (muita!) praia que tive, de ter tempo para ver as afilhadas fofinhaaaaas e pequeninas, os primos, os tios e de brincar com o Cocas (e de lhe dar banho! E de ficar a cheirar como ele depois - blhack!), de jantar com os amigos e de estar com o Batato, sem preocupações além de: "A que horas acordamos amanhã para ir para a praia?" ou "Hoje à noite vamos à Mabi ou ficamos em casa?".  Tenho saudades de não ter olheiras e de estar bronzeada - isto do frio faz com que fique branca e com as marcas antigas de borbulhas visíveis e roxas. Sinto-me mesmo apetecível no Inverno. Principalmente porque o desejo de andar de ...

A Julinha anda com pensamentos estranhos...

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... e dedicou-me esta música! Ai, isto de não se ver a melhor amiga há quinze mil anos por culpa da faculdade, dá cabo de uma pessoa. Senti-me lisonjeada pelo convite - eu digo para irmos todas lesbiconas, só porque sim. Batatinhas*

14 de Novembro, Feriado Nacional

É. Mesmo que não quisesse, hoje teria que aproveitar o "feriado" e ficar em casa, visto que o transporte para o tão-apreciado-santo local de estudo, é mentira. Tudo isto é culpa de terem tirados alguns feriados: o povo não tem, o povo inventa! Agora ficar sem o descansozinho ocasional é que não pode ser! E pode parecer que sou a favor desta medida, mas desengane-se a minha Horta! Acho uma parvoíce autêntica. Uma coisa são os feriados religiosos - não entendo o motivo de pessoas não católicas terem direito a feriados católicos e não terem direito a feriados das suas próprias religiões -, mas feriados nacionais como o 5 de Outubro e o 1º de Dezembro, que são marcos históricos, fazem parte da nossa identidade e não faz sentido, ainda que só até 2018, tirá-los do mapa. (Mesmo que me façam ter aulas de compensação e coisas feias a horários que não lembram nem ao Menino Jesus.) Azedume à parte, que eu até nem sou nada destas coisas, mas não se anda de comboio de graça. Qualqu...